Posicionar a Economia Circular como fator de competitividade
Em 2026, o HubEC se propõe em dar a volta ao Brasil: 5 regiões, 5 temas e 5 países
A circularidade é uma jornada de engajamento, comprometimento e ação como fator de competitividade. A assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, consolidada em 1º de maio de 2026, marca o início de uma nova era para o comércio exterior brasileiro. A aplicação traz oportunidades significativas, mas impõe exigências rígidas de sustentabilidade, fortemente alinhadas com as diretrizes da nova legislação europeia, incluindo aspectos de economia circular reguladas pela EU Economy Circular Act.
O desafio da transição não é mais entender o que precisa ser feito, é COMO IMPLEMENTAR, COM QUEM construir e COMO ESCALAR soluções em um ambiente real de mercado. 2026 será um marco para consolidar fundamentos concretos de ação, incluindo: instrumentos financeiros, incentivos, políticas públicas e a definição de uma agenda comum, alinhada aos compromissos da COP30, ao contexto nacional e às exigências do mercado internacional.
Desde 2020, o Hub de Economia Circular Brasil (HubEC) atua como um ecossistema que conecta negócios, ciência e políticas públicas, por meio de uma metodologia única e diferenciada de articulação multissetorial.
Em 2026, o HubEC se propõe
em dar a volta ao Brasil:
5 regiões, 5 temas e 5 países
Criar massa crítica
Alavancar o letramento para uma nova visão de progresso
Inspirar para transformar conhecimento em oportunidade real
Desenhar uma Agenda de Ação para o Brasil
Nossa jornada não é simplesmente uma série de eventos, é uma arquitetura de transição, que conecta territórios, setores e países para ganho de escala e posicionamento estratégico. As reuniões serão organizadas de forma sequencial para proporcionar uma compreensão ampla do tema, criando pontes entre regiões e conectando atores nacionais e internacionais. Participação presencial e online. (sem possibilidade de participar das mesas de discussão).
Território & Ciência
Cada encontro é sediado por um centro de pesquisa ou instituto de referência fortalecendo a base científica e realidade territorial da transição.
Parceiros Institucionais:
Evolução Temática
Os temas seguem uma lógica evolutiva, acompanhando o amadurecimento da agenda circular no Brasil.
Conexão Internacional
Estudos e benchmarks internacionais são usados como inspiração técnica, sempre adaptados ao contexto brasileiro.
Membros Honorários:
Empresas participantes do HubEC desde 2020 mostrando seu protagonismo e servindo de exemplo de como a mentalidade circular contribui para ampliar sua participação no mercado e competitividade.
1ª parada: Regiao Sul, Porto Alegre
Parceiro sede: TecnoPuc
Tema: Diretrizes Comerciais
Membro Honorário em destaque: Covestro
País de Referência: Noruega
Keynote: Cathrine Barth, Natural State
“Precisamos mudar o insconciente coletivo e
mostrar que a Economia Circular já não é uma escolha.”
Beatriz Luz, Presidente IBEC
Este PRIMEIRO ENCONTRO teve como foco mostrar a economia circular como negócio, seu papel para minimizar os impactos das mudanças climáticas e destacar o papel dos líderes na transição. O encontro deixou claro que a Economia Circular é o caminho para regenerar territórios, descarbonizar a indústria e garantir competitividade global. Transformar essa realidade exige mudança cultural, liderança, colaboração entre empresas, governos e sociedade, além de políticas públicas, investimentos e inovação que convertam propósito em ação e impacto positivo para o planeta e para as próximas gerações.
A cidade de Porto Alegre foi escolhida como a 1ª parada, de forma bastante simbólica, por ter passado pelo maior episódio de desastre climático do país em 2024. Não tem como descarbonizar a economia e evitar as mudanças climáticas sem consideramos a transição para a Economia Circular.
Mensagem da nossa anfitriã: a professora Maira Petrini provocou em sua fala de abertura a visão de “impacto circular”, mostrando a complementariedade da economia de impacto com a economia circular. A equipe do programa Coalisão pelo Impacto esteve presente para reiterar esta conexão.
O que a Noruega nos mostrou: A circularidade deixou de ser escolha e virou requisito global: com a EU Circularity Act, inovar de forma sustentável é também garantir competitividade, acesso a mercados e protagonismo no futuro da economia.
Mensagem do nosso membro honorario: Hernan Chavez Rios, Sustainability & Market Development Latin America na Covestro “Inicia hoje um novo ciclo, um novo ciclo que já é uma jornada de seis, sete anos juntos, e é muito especial para mim participar nesse tipo de evento, aprender cada dia, trabalhar juntos e com toda certeza que vamos construir um futuro melhor a partir da economia circular.“
Impacto alcançado e próximos passos
→ Três projetos já estão sendo desenhados por meio de parcerias identificadas durante o encontro, tendo como inspiração o debate sobre financiamento e projetos em rede.
→ Interações com o poder público regional já inspiram o fortalecimento do arcabouço legal em linha com o contexto global.
→ A pauta foi destaque na mídia local na coluna GPS da Economia da Marta Sfredo, no jornal Zero Hora do Grupo RBS, mostrando as oportunidades da circularidade para a competitividade dos negócios e resiliência das cidades, além de destacar a importância da construção de ecossistemas para dar perenidade e impacto à circularidade.
→ Alcance do nosso impacto na América Latina com a participação de representantes da Argentina do Programa Santa Fé Circular que assinou um MOU com a Prefeitura de Porto Alegre.
→ Organizações sediadas em outras regiões e os parceiros sede da 3a parada e 5a parada estiveram presentes e conectados visando proporcionar a troca entre os territórios, a perenidade do engajamento e a construção de pontes para um aprendizado continuo e a construção coletiva.
TOTAL DE PARTICIPANTES: 60 (presencialmente e online)
Coluna Marta Sfredo Grpo RBS, Zero Hora GPS da Economia
Palestrantes:
Maira Petrini
Farol TecnoPuc
Beatriz Luz
IBEC
Hernán Chavez
Covestro
Membro Honorário do HubEC
Marina Rossi
AEPW
Alliance to End Plastic Waste
Marie Hammeeuw
Representante da Delegação da Comissão Europeia no Brasil
Catharine Barth
EU Circularity Act
Convidada internacional e representante da Natural State e Nordic Circular Hotspot da Noruega
Marcelo Baumbach
Diplomata Chefe do Escritório do Itamaraty no Rio Grande do Sul
Marcello Lacroix
Facilitador de Mudanças
CEO da Engenharia de Gente
Nota Técnica:
EU Circularity Act 2026: saiba como isso impactará os negócios no Brasil.
O arcabouço legal Brasileiro
O PL 3.899/2012 que visa instituir a Política Nacional de Economia Circular foi aprovado pela Câmara em outubro de 2025 e encontra-se em tramitação no Senado. O texto consolidou vários projetos em um substitutivo mais amplo e elevou o nivel do debate para “como regular e implementar”. eliminando qualquer dúvida que porventura ainda pudesse existir a respeito da relevância do tema. Isto já está consolidado. O debate agora é sobre quem lidera, como viabilizar e qual deverá ser o ritmo de implementação: gradual ou mandatória.
2ª parada: Região Centro Oeste, Brasília
Parceiro sede: ENAP
Tema: O arcabouço legal brasileiro
Membro Honorário em destaque: Electrolux
País de Referência: Finlândia
Keynote: Kari Herlevi e Petri Wanner, SITRA
“A implementação da economia circular em escala na Finlândia foi apoiada por um conjunto de políticas públicas, e isso exigiu visão de longo prazo, coordenação entre governo e setor privado e instrumentos capazes de transformar diretrizes em ação.”
Antti Kaski, Embaixador da Finlândia no Brasil
Para este SEGUNDO ENCONTRO o objetivo foi falar sobre políticas públicas e a importância de ter um arcabouço legal favorável para a transição. Foi um momento ainda mais potente pois nos unimos à Embaixada da Finlândia para o lançamento do programa Finlândia Circular no intuito de trazer gestores públicos para o diálogo e proporcionar conexões estratégicas com organizações da Finlândia, 1o país a criar um roteiro nacional para a economia circular há 10 anos atrás.
O encontro deixou claro que a economia circular não é apenas uma agenda ambiental. É uma estratégia de desenvolvimento capaz de reduzir a pressão sobre recursos naturais, gerar inovação, fortalecer a competitividade e criar empregos. O multilateralismo e as parcerias internacionais serão essenciais para evoluir ainda mais nesse objetivo.
Future Prepareness: esta abordagem prospectiva do relatório de Megatendências 2026 da Finlândia mostra um olhar provocador que também pode ser aplicada para a realidade brasileira destacando a importância da economia circular como solução para crises globais.
Mensagem da nossa anfitriã: “É um debate sobre a construção de capacidades estatais, institucionais, econômicas e sociais para enfrentar a crise climática, promover inovação e sustentar um novo modelo de desenvolvimento. Para dar conta desse desafio de realizar a transição para uma economia mais circular, os governos precisam construir capacidades de coordenação, com empresas, academias, sociedade civil e organismos internacionais”, disse a diretora de Educação Executiva da Enap, Iara Cristina Alves.
O que a Finlandia nos mostrou: Antes do capital, vem a aceleração: a Finlândia mostrou que projetos circulares precisam de apoio técnico para ganhar escala e investimento. Programas de Aceleração dedicados a circularidade são exemplos de investimento de longo. O Ministerio da Educacao e Cultura e as Instituicoes de Ensino Superior na Finlandia estimulam por meio de diversas ações, o desenvolvimento de novas competências essenciais para construir o futuro circular.
Mensagem do nosso membro honorário: João Zeni, Diretor de Sustentabilidade da Electrolux, destacou a importância da regulação e da comunicação unificada entre governo, varejo e indústria para trazer novas bases ao mercado e influenciar a mudança de comportamento do consumidor.
Impacto alcançado e próximos passos
→ Aproximação com atores públicos: ABDI, MDIC, MEC, IBICT, ENAP e MME;
→ A Finlândia mostrou o conceito holístico do ambiente de aprendizagem da Economia Circular voltado a fortalecer a “mentalidade de economia circular” e portanto como o desenvolvimento de materiais é feito para diversas áreas e setores;
→ A Economia Circular para ser aplicada aos negócios necessita de uma rede de especialistas e parcerias bem estabelecidas entre universidades e empresas;
→ Reunião com IBICT e fortalecimento da parceria com o IBEC para ampliar inventários de ciclo de vida e aproximação com a indústria;
→ Reunião com o Ministério de Educação nos mostrou que, através do nosso roadshow e da nossa articulação estratégica, podemos alavancar o alcance de programas já existentes e levar capacitação qualificada para todos os territórios, garantindo o fortalecimento da mão de obra local;
→ Almoço na casa do embaixador para debater possibilidades de parcerias Finlândia – Brasil para alavancar a geração de negócios circulares;
TOTAL DE PARTICIPANTES: 226 inscritos (presencialmente e online)
Palestrantes:
Heidi Virta
Diretora de Negócios do Ministério das Relações Exteriores da Finlândia
Petri Wanner
Especialista Sênior do Ministério das Relações Exteriores da Finlândia
Ayuni Sena
Coordenadora Geral de Finanças Sustentáveis do Ministério da Fazenda
Carlos Padilla
Coordenador de Investimentos na ApexBrasil
Fernando Nielander
Analista da Diretoria de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Finep
Marcela Ferreira Paes
SETEC/Ministério da Educação do Brasil
Larissa Malta
Coordenadora de Economia Circular da CNI
João Zeni
Diretor de Sustentabilidade e ESG da Electrolux
3ª parada: Sudeste, Vitória
Parceiro sede: Instituto Marca
Tema: Diretrizes Técnicas – Série de Normas ISO de
Economia Circular
Membro Honorário em destaque: Tomra
País de Referência: França
Keynote: Nicolas Buchoud - Syctom
“Colocar a tecnologia mais avançado em uma usina de triagem não resolve o problema de resíduos se o design da embalagem for inadequado ou se não houver demanda qualificada para a resina reciclada. A tecnologia é apenas o viabilizador, a abordagem sistêmica é que irá construir as conexões humanas e institucionais necessárias.”
Daniel Ghiringhello - Head of Sales Americas da Tomra
O 3o Encontro trouxe a mensagem da Abordagem Sistêmica como elemento chave para que a circularidade possa ganhar escala.
Em nosso contexto inicial trouxemos a jornada de aprendizado do Hub de Economia Circular (2020 a 2026) apresentamos a matriz de Maturidade Circular x Capacidade de Descarbonização e destacamos o estudo do Club of Rome - International System Change Compass (2022) - que demonstra a necessidade de estruturarmos uma nova visão de desenvolvimento que redefine prosperidade, redefine o uso de recursos, redefine governança e basicamente traz um novo equilíbrio econômico.
Mensagem da nossa anfitriã: Trazer a 3ª parada do Roadshow Ambição Circular para o Espírito Santo foi uma experiência incrível e muito enriquecedora. Tivemos palestrantes inspiradores, uma plateia de alto nível, o interesse de grandes empresas e, acima de tudo, uma construção coletiva que fez toda a diferença. Fiquei muito feliz com os resultados: foi desafiador mas compensador. Quando pessoas e instituições se unem por um propósito, o futuro começa a ser construído de forma diferente”. Mirela Souto – Instituto Marca
O que a França nos mostrou: Que o trabalho em silos e não integrados, pode constituir um grande obstáculo no processo de gestão de resíduos. A importância do olhar sistêmico, das políticas públicas e da importância dos b'brokers' (intermediários) para apontar soluções reais, conectar novas ideias e ajudar a desenhar o cronograma prático de implementação das políticas públicas. É essencial a gestão do tempo e das expectativas, evitando a frustração de governantes e empresários, mostrando que a transição não acontece do dia para a noite. O ponto chave está na criação de espaços de diálogo entre as partes interessadas, permitindo o fluxo de informação, financiamento e até mesmo a resolução de conflitos de ideias.
Mensagem do nosso membro honorário: Daniel Ghiringhello, Head of Sales Americada Tomra, afirma que alinhada com a missão do HubEC, a TOMRA apresentou uma visão da circularidade além da tecnologia. O entendimento consiste em mostrar que a reciclagem não pode operar de forma isolada em “silos”. Com uma abordagem sistêmica, a empresa transforma uma simples venda de equipamentos de seleção óptica em uma atuação que cataliza conexões em toda a cadeia circular. O HubEC demonstra na prática como unir diferentes setores, co-construir ações em um ambiente pré-competitivo e assim ir da teoria à escalabilidade de novos negócios.
Impacto alcançado e próximos passos
→ Visita Técnica ao Grupo Marca, incluindo suas 14 eco indústrias e o Instituto Marca, evidenciando a importância de percebermos a circularidade não somente no âmbito dos resíduos sólidos urbanos, no papel dos catadores e na responsabilidade compartilhada da sociedade, mas também na amplitude das oportunidades existentes nas indústrias.
→ ArcelorMittal mostrou como vem transformando resíduos em oportunidades em uma trajetória que se inicia nas mudanças internas e na integração das soluções de forma transversal na companhia, passando pelo estreitamento das relações com clientes externos buscando a visão da demanda do mercado para então chegar na visão de um ecossistema circular que une a aplicação de coprodutos à geração de valor de forma mais ampla.
→ Conhecemos de perto as ações que mostram porque o Espírito Santo é protagonista na agenda de impacto e a potência da circularidade que chega para tornar o Estado a melhor opção para a criação e crescimento de negócios sustentáveis.
→ A Secretaria de Meio Ambiente trouxe o exemplo da política estadual de fomento a Negócios de Impacto Socioambiental (NISA), o programa de créditos estruturantes da reciclagem e o apoio as associações de catadores assim como exemplos de acordos de cooperação técnica com grandes indústrias.
→ Uma exposição foi montada destacando a inovação da indústria capixaba incluindo produtos que ganharam o Selo de Circularidade da Industria Moveleira e que gerou um grande interesse pela imprensa local;
→ A participação da Bruna Cerqueira da Comissão da Presidência para a COP30 nos mostrou como nossa jornada traz insumos potentes para a construção de uma Agenda de Ação prática e qualificada.
Esperamos mostrar com esta parada a força do coletivo, do aprendizado perene, da visão de longo prazo e o comprometimento para garantirmos o avanço da circularidade como fator de competitividade para os negócios.
TOTAL DE INSCRITOS: 130
TOTAL DE PARTICIPANTES: mais de 70 participantes entre presenciais e online.
Gazeta Meio Dia - Encontro apresenta alternativas e ideias para reduzir os impactos do homem na natureza
Palestrantes:
Mirela Souto
Presidente do Instituto Marca
Daniel Ghiringhello
Diretor da Tomra – Membro Honorário do Hub
Elnathan Valadares
Coordenador de Novos Projeto - Grupo Marca
Nicolas Buchoud
Presidente e Cofundador da Grand Paris Alliance e pesquisador associado do Instituto do Banco Asiático de Desenvolvimento
Luiz Alberto Baptista
FINDES
Ramon Moreira de Paula
SEAMA
Daniela Demôro
Glas Fórum
Bruna Cerqueira
COP30
Jennifer Coronel
ArcelorMittal
Elder Souza Junior
ArcelorMittal
Larissa Malta
Coordenadora de Economia Circular da CNI
Marcela Ferreira Paes
SETEC/Ministério da Educação do Brasil
4ª parada: Nordeste, Salvador
Tema: O papel do Varejo, do Comércio e do consumidor para dar escala as soluções circulares
Membro Honorário em destaque: Wise
País de Referência: Áustria
Keynote: Karin Huber-Heim, Circular Economy Forum Austria
Co-realização: Fecomércio Bahia
"Foi realmente um momento muito especial e, acima de tudo, uma demonstração da força do trabalho integrado do Sistema Comércio BA. Esses dois dias mostraram que temos muito a compartilhar, mas também muito a avançar. Sustentabilidade, inovação e economia circular já fazem parte das nossas práticas e, quando Fecomércio, Senac e Sesc unem conhecimentos, experiências e propósitos, ampliamos nossa capacidade de gerar resultados e impactos positivos".
Carlos Alberto Freitas Neves, Gerente SENAC BA
O QUARTO ENCONTRO trouxe o tema "O papel do Varejo, do Comércio e do consumidor para dar escala as soluções circulares". A programação abordou temas desde a inovação tecnológica, passando pelo design do produto até ações de mudança de comportamento e novas formas de gerar valor para que a circularidade saia da teoria e vá para o nosso dia a dia com ações práticas. Ficou evidente que a Economia Circular não é uma pauta somente da indústria e que o comércio é o elo com o consumidor capaz de promover as mudanças de comportamentos e dar escala as soluções circulares.
O apoio da Confederação Nacional do Comércio (CNC) deixou claro que o tema não deve ficar limitado à um debate regional. O aprendizado mostrou que a circularidade pode se consolidar como um importante fator de competitividade para o comércio, os serviços e o turismo e que a experiência da Bahia confirma: liderança institucional e compromisso ambiental podem caminhar juntos.
Mensagem do nosso anfitrião
Como nossos filhos e nossos netos vão encontrar o nosso planeta? A Fecomércio Bahia já atua em inúmeras ações de circularidade desde a separação de materiais, até a transformação de resíduos orgânicos em biofertilizantes e um processo de compras sustentáveis que valoriza a sustentabilidade e promove o acesso à produtores locais. Estamos sempre buscando ações práticas e certificações internacionais, para mostrar que é possível fazer diferente. Por isso, é um prazer receber a todos e ainda promover a visita ao restaurante escola da Casa do Comércio que tem o título do 1º Restaurante Escola Carbono Neutro do Brasil.
Loyola Neto, Diretor da Fecomércio Bahia e Diretor da recém-criada Câmara Empresarial de Sustentabilidade.
O que a Áustria nos mostrou
Existe um gap entre atitudes positivas e uma mudança de comportamento real. Informação não muda a rotina dos consumidores. Precisamos redesenhar o mercado para que a escolha circular seja a mais fácil, acessível, conveniente, confiável e saudável, sem sacrifícios ao consumidor. A tecnologia viabiliza modelos de revenda, compartilhamento e rastreabilidade, mas é o varejo que pode transformar esta inovação em novas experiências de consumo e incentivos para atratividade do consumidor. Inovação circular vai além da tecnologia, precisa de demanda, infraestrutura e um modelo de negócio viável. Os grandes varejistas podem escalar soluções e os pequenos criar ações personalizadas.
Mensagem do nosso membro Honorário: Bruno Igel, da Wise Plástico Consciente "a reciclagem só se torna circular quando o produto é desenhado para ser reciclado, o resíduo assim passa a ter valor permitindo que o material reciclado retorne à cadeia produtiva. Existimos porque acreditamos que o mundo pode ser diferente. Um mundo onde o modo de produzir e consumir seja consciente, circular, sustentável e inclusivo".
Impacto alcançado e próximos passos
→ Visita ao Restaurante Escola do SESC Bahia, na Casa do Comércio onde foi possível vivenciar as práticas que resultaram na Certificação Carbono Neutro e no Prêmio Nacional Lixo Zero 2025 (Categoria Comércio Lixo Zero) e ao SENAI Cimatec onde conhecemos de perto os programas de inovação de forma ampla e as pesquisas que estão contribuindo para o desenvolvimento de negócios aplicados à indústria e à sociedade. Visitamos o centro da Indústria Criativa, o Laboratório de Tecnologia de Polímeros e ainda o Centro de Engenharia Automotiva.
→ A participação online e o apoio da CNC permitiu que o alcance do debate fosse além da região, com outras Federações do Nordeste participando online, além de representantes do sistema S (SESC, SENAC, SEBRAE, SENAI) o que evidenciou o interesse e o comprometimento para o desenho de ações pós-evento.
→ O IBEC já foi convidado para dar continuidade ao debate levando a temática da circularidade ao XII Simpósio Internacional de Inovação e Tecnologia (SIINTEC 2026), um dos mais relevantes fóruns de ciência, tecnologia e inovação do Brasil que acontecerá em outubro na Universidade Senai Cimatec com o apoio do SEBRAE Bahia e com o tema “Correntes do Futuro: Energia, Clima e Sustentabilidade Global”.
→ A palestrante internacional Karin Huber-Heim, Circular Economy Task Force Austria trouxe uma fala tão coerente e positiva para o papel do comércio que deixou todos com vontade de conhecer mais. Oportunidades para futuras interações já estão sendo avaliadas.
→ Material didático, notas técnicas, ações de letramento e programas de apoio foram tópicos que surgiram como demanda de todos e uma demonstração que nossa ambição foi abraçada com sucesso: atores inspirados para avançarmos todos juntos com a transição circular no nosso país.
Nº de participantes:
Dia 03/09 – 70 participantes entre online e presencial
Dia 04/09 – 70 entre online e presencial
Jornal A Tarde - Economia circular ganha força no comércio e vira aposta para aumentar competitividade
Palestrantes:
Beatriz Luz
Presidente do IBEC
Loyola Neto
Diretor da Fecomércio BA.
Conselheiro Senac BA.
Coordenador da Câmara de Sustentabilidade da Fecomercio.
Karin Huber-Hein
Keynote Internacional
Circular Economy Austria
Kelsor Fernandes
Presidente do Fecomércio BA
Thainy Bressan
CNC
Nelson Antônio Daiha Filho
Superintendente Executivo na Fecomércio BA
André Fraga
Vereador de Salvador. Presidente da Comissão Especial de Emergência Climática e Inovação para Sustentabilidade da Câmara Municipal de Salvador
Thainã Villar
Idealizadora e cofundadora do Coletivo Lixo Zero Salvador
Mariele Christ
Gerente de Indústria e Serviços da ApexBrasil
Bruno Igel
Diretor na Wise Plástico Consciente
Martin Siroit
Manufacturing Circular Economy at Stellantis Group
Anna Matos
CEO and Founder at Circular Library Network
Pedro Prata
Ellen MacArthur Foundation
Saville Alves
Empreendedora de Impacto na SOLOS
Luiggi Cavalcanti Pessôa
Case Ecoloy
Arthur Salles
Founder`s Associate at Circular Library Network
Depoimentos:
5ª parada:
Região Norte
Da visão à implementação: a circularidade como
infraestrutura do futuro do Brasil.
CONSCIENTIZAÇÃO DO MERCADO E CONEXÃO ENTRE TEORIA E PRÁTICA
Evidências e dados para ampliar o conhecimento e parceiros acadêmicos de referência para aproximar teoria e prática. Ampliação da fronteira de análise e novos modelos de desenvolvimento tecnológico para ganho de escala.
VISÃO DE NEGÓCIOS E MATURIDADE CIRCULAR
Liderança comprometida, diagnóstico individualizado articulação de negócios e projetos multissetoriais tendo a circularidade como fator de competitividade. Abertura de mercado, pontes internacionais para fortalecer cadeias globais e posicionar produtos e serviços.
Uma agenda de ação para a Transição Circular no Brasil,
posicionando a Economia Circular como um pilar da Nova Indústria Brasil geradora de empregos, competitividade e resiliência climática.
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